30/05/2010

A RELIGIÃO PODE UNIR A HUMANIDADE?



POR QUE MUITOS DUVIDAM
que a religião possa unir a humanidade


"TENS de amar o teu próximo.” (Mateus 22:39) Essa regra básica de conduta é aclamada por muitas religiões.

Uma recente pesquisa na Alemanha fez a seguinte pergunta: “Será que a religião une as pessoas ou é mais provável que as separe?” Dos que responderam à pesquisa, 22% achavam que a religião une as pessoas, ao passo que 52% achavam que as separa. É possível que as pessoas no seu país também se sintam assim.

Por que muitos têm pouca confiança em que a religião possa unir a humanidade? Talvez por causa do que sabem de acontecimentos passados. Em vez de unir as pessoas, a religião muitas vezes as separou. Em alguns casos, a religião encobriu as mais horríveis atrocidades já cometidas. Considere alguns exemplos apenas dos últimos 100 anos.


INFLUENCIADOS PELA RELIGIÃO


Durante a Segunda Guerra Mundial, croatas católicos-romanos lutavam contra sérvios ortodoxos, nos Bálcãs. Ambos os grupos afirmavam seguir a Jesus, que ensinou seus seguidores a amar o próximo. No entanto, esse conflito resultou em “um dos massacres civis mais aterrorizantes da história”, conforme observou certo pesquisador. O mundo ficou horrorizado ao saber da morte de mais de 500 mil homens, mulheres e crianças.

Em 1947, o subcontinente indiano era o lar de mais de 400 milhões de pessoas — cerca de um quinto da humanidade —, principalmente hindus, muçulmanos e siques. Quando a Índia foi dividida, nasceu a nação islâmica chamada Paquistão. Naquela época, centenas de milhares de refugiados de ambos os países foram queimados, espancados, torturados e fuzilados numa série de massacres religiosos.

Como se os exemplos perturbadores mencionados não fossem o suficiente, a virada do século trouxe à tona a ameaça do terrorismo. Atualmente, o terrorismo tem deixado o mundo todo num estado de alerta, e muitos grupos terroristas afirmam ter vínculos religiosos. A religião não é considerada algo que promove a união. Antes, é associada muitas vezes com a violência e a desunião. Por isso, não é de admirar que a revista alemã FOCUS tenha comparado os principais grupos religiosos do mundo — o budismo, o confucionismo, a cristandade, o hinduísmo, o islamismo, o judaísmo e o taoísmo — com a pólvora.


DISPUTAS INTERNAS


Enquanto algumas religiões guerreiam com outras, existem as que têm disputas internas. Por exemplo, em anos recentes, as igrejas da cristandade têm estado divididas por contínuos debates sobre assuntos doutrinais. Tanto clérigos como leigos perguntam: É aceitável o controle da natalidade? Que dizer do aborto? Devem mulheres ser ordenadas como sacerdotisas? Como deve a igreja encarar o homossexualismo? Deve a religião aprovar a guerra? Em vista de tal desunião, muitos se perguntam: ‘Como pode uma religião unir a humanidade, se não consegue nem mesmo unir seus membros?’

É evidente que a religião, em geral, tem fracassado como força em prol da união. Mas será que todas as religiões têm passado por tal desunião? Será que existe uma religião diferente — uma que pode unir a humanidade?

Publicado em A Sentinela de 1.º de janeiro de 2005
Continua em: UNIDOS PELO AMOR A DEUS

25/05/2010

Embriologia (Uma História de Amor)

ABORTO - POR QUE É TÃO POLÊMICO?




O ABORTO NÃO É A SAÍDA MAIS FÁCIL


DESDE pequeno Bill acreditava que o aborto era um pecado tão grave quanto o assassinato. Mas, em 1975, sua convicção deixou de ser tão firme quando ele mesmo se confrontou com essa questão. Sua namorada, Victoria, ficou grávida, e ele não se sentia pronto para assumir o compromisso do casamento e da paternidade. “Escolhi logo a saída mais fácil”, admitiu Bill, “e pedi a Victoria que fizesse um aborto”.

O que Bill chamou de a saída mais fácil para uma gravidez não planejada e indesejada é para muitos uma alternativa aceitável. Um estudo feito no mundo inteiro em 2007 relatou que aproximadamente 42 milhões de abortos induzidos foram realizados em 2003. As mulheres que recorrem ao aborto são de várias raças, nacionalidades e formações religiosas. Também variam no que diz respeito a classe social, escolaridade e idade — da puberdade à menopausa. E você, o que faria diante de uma gravidez indesejada? Por que tantas pessoas optam pelo aborto?

Visto que o sentimento de culpa é tão comum nesses casos — mesmo entre as que não se consideram religiosas —, por que tantas jovens ainda abortam?

O motivo muitas vezes é a intensa pressão para fazer um aborto. Talvez pais, namorado, marido ou amigos bem-intencionados incentivem essa saída porque acham que dos males é o menor. Isso pode levar a uma decisão precipitada e sem base. “Mas depois de passado o estresse causado pela decisão e pelo procedimento, os processos cognitivos das mulheres voltam ao normal, muitas vezes acompanhados de sentimentos acentuados de culpa, tristeza e arrependimento”, explicou a Dra. Priscilla Coleman, especialista em riscos que o aborto traz à saúde mental.

Esse arrependimento com freqüência gira em torno da pergunta: ‘Será que o aborto pôs fim a uma vida?’ De acordo com um relatório da South Dakota Task Force to Study Abortion (Força-Tarefa da Dakota do Sul para Estudar Abortos), muitas mulheres que fizeram aborto “foram levadas a crer que nada além de um pedaço de ‘tecido’ seria removido. Elas disseram que não teriam feito o aborto se tivessem sido informadas da verdade”.

Depois de avaliar “o depoimento chocante e comovente” de 1.940 mulheres que fizeram abortos, o estudo concluiu: “Muitas dessas mulheres estão com raiva por causa do sofrimento resultante da perda de um filho que segundo haviam sido informadas nunca existiu.” O estudo acrescentou: “Saber que matou o próprio filho geralmente causa um dano psicológico devastador na mulher.”

Mas qual é a verdade? Será que o aborto é a simples remoção de um tecido do corpo da mulher? O nascituro é realmente uma pessoa com vida no útero?




QUANDO COMEÇA A VIDA HUMANA?


O desenvolvimento de todas as partes de um embrião começa na concepção, quando o óvulo da mulher é fertilizado pelo espermatozóide do homem. Novos avanços na tecnologia têm permitido que cientistas observem as incríveis mudanças que ocorrem no núcleo desse óvulo fertilizado. As moléculas que compõem o DNA (ácido desoxirribonucléico) do pai e da mãe se juntam para criar uma vida humana que não existia antes.

Essa única célula original inicia um verdadeiro milagre — o processo de construir um humano plenamente desenvolvido. Os detalhes desse projeto de “construção” são determinados pelos nossos genes, que são segmentos do DNA. Eles controlam basicamente tudo a nosso respeito. Definem nossa altura, feições, cor dos olhos e dos cabelos e milhares de outras características.

Depois, ao passo que aquela célula original se divide, o inteiro “projeto” genético é copiado em cada célula nova. Por incrível que pareça, cada uma delas é programada para se transformar em qualquer célula que for necessária. Isso inclui as do tecido coronário, as cerebrais, as ósseas, as da pele e até as do tecido transparente para os nossos olhos. A programação inicial dentro da célula original para o desenvolvimento de uma pessoa ímpar muitas vezes tem sido chamada, e com razão, de “um milagre”.

“O crescimento e o desenvolvimento da vida inteira da pessoa está todo programado no estágio unicelular”, relatou o Dr. David Fu-Chi Mark, famoso biólogo molecular. Ele concluiu: “Hoje, ninguém pode duvidar que cada ser humano é realmente sem igual desde o início de sua vida na fertilização.”



JÁ É UMA PESSOA NO ÚTERO?


Desde a concepção, o bebê não é apenas um tecido materno, e sim uma pessoa à parte. O organismo da mãe o considera um corpo estranho que seria prontamente rejeitado se não fosse o “mundo protetor” criado dentro do útero. Essa nova vida humana — separada da mãe pelo abrigo protetor — é uma pessoa com um DNA exclusivo.

Alguns argumentam que se o corpo de uma mulher aborta espontaneamente óvulos fertilizados por causa de anormalidades, por que então um médico não poderia interromper uma gravidez? Bem, existe uma grande diferença entre morte espontânea e assassinato. Em um país sul-americano, 71 crianças em cada mil morrem em seu primeiro ano de vida. Mas seria aceitável matar uma criança com menos de 1 ano só porque tantas morrem de modo prematuro? É claro que não!

Não é por acaso que a Bíblia se refere ao embrião no útero como uma vida humana. O salmista Davi escreveu a respeito de Deus: “Teus olhos viram até mesmo meu embrião, e todas as suas partes estavam assentadas por escrito no teu livro.” (Salmo 139:16) Davi não disse simplesmente “um embrião”, mas “MEU embrião”, revelando assim de modo preciso que sua vida iniciou quando foi concebido, bem antes de seu nascimento. Sob inspiração de Deus, Davi também revelou que, na concepção, o desenvolvimento das partes de seu corpo já estava definido de acordo com um projeto, ou detalhadas instruções ‘escritas’, que o tornou a pessoa que ele era.

Publicada em Despertai! de junho de 2009

Saiba mais: ACEITE O FATO DE QUE É UMA VIDA.

http://www.watchtower.org/t/200906/article_03.htm



22/05/2010

21/05/2010

PORQUE NÃO SOMOS O QUE QUEREMOS SER?




As atitudes se originam na mente e a vida está além da mente. A elaboração desse “nós” inicia-se na infância ergue as paredes da maturidade e culmina no telhado da velhice, que é coroado, embora seja visto como deterioração.


Durante o período da vida de uma criança, o mundo ao seu redor se decompõe como se fosse em três grupos. A criança, o outro, que consiste em pessoas inteiramente relacionadas com elas, sendo que as suas relações com elas determinam suas relações com o círculo que é formado por todas as demais pessoas, sendo que as relações com essas são mediadas pelas relações que ela estabeleceu no primeiro círculo, mais estreito.
As atividades de cada individuo ocorrem num sistema de relações sociais e de vida social, onde o trabalho ocupa lugar central. A atividade psicológica interna do individuo tem sua origem na atividade externa.

Os processos mentais humanos (as funções psicológicas superiores) adquirirem uma estrutura necessariamente ligada aos meios e métodos sócio-históricamente formados e transmitidos no processo de trabalho cooperativo e de interação social. [...] As atividades mentais internas emergem das atividades prática desenvolvidas na sociedade humana com base no trabalho, e são formadas no curso da ontogênese de cada pessoa em cada nova geração (LEONTIEV p. 56-58)

Os processos psicológicos do individuo, internalizados a partir de processos interpsicológicos, passam a mediar à atividade entre o psiquismo e as relações concretas da existência do Ser humano. Ela assimila o mundo objetivo com um mundo de objetos humanos reproduzindo a partir de sua subjetividade, as ações humanas com eles.

O mundo cultural é um sistema de significados já estabelecidos por outros, de modo que, ao nascer, a criança encontra um mundo de valores (...), aonde ela vai se situar. Através das representações mentais e das expressões da linguagem, o Homem torna presente, para si e para os outros, realidades que ainda não aconteceram.
O bebê humano é lançado numa família ou espaço social, onde recebe um nome e onde os outros têm, em relação a ele, expectativas a respeito de quem deve ser, de que modo deve se comportar, que papel desempenhará naquele grupo (...). Assim, inicialmente a criança é alguém é corpo e consciência unificados, com uma personalidade (identidade), somente para os outros, que a identificam como o “filho parecido com a mãe”, “como futuro companheiro do pai”, “como o filho bonzinho, porque não incomoda (...)”, “o filho rebelde, que não obedece, que teve idéias próprias ou que não segue as regras estabelecidas pelos seus cuidadores”.

Aos poucos as vivencias, a constância dos acontecimentos e o amadurecimento vão possibilitando o desenvolvimento da reflexão espontânea.
O “Eu” é um conjunto de vivências qualidades, estados e ações. Resultado do que é ensinado à pessoa e do que ela faz disso; daquilo que ela ouve, vê, pensa, fala do que ela sente e pensa a respeito disso; daquilo que lhe dizem, lhe mostram, lhe ensinam, lhe fazem e do que ela pensa disso, sente e faz com isso. No início a noção do “Eu”, mostra-se influenciável pelas idéias dos outros (adulto) e as repetem.


É o início da construção da moralidade, obediência às regras, interpreta-os segundo o resultado e não segundo a intenção. Nesta fase não conhece a intencionalidade. A noção de justiça que possui, é que todo crime será castigado, que tem uma meta, um ideal e que é um bem a ser realizado. A qualidade do castigo não se relaciona com o delito, (ex: tirar algo da criança só por que ela gosta). Punido de acordo com o delito contribuir para o relativismo moral.
É partir desse comportamento que começa a noção de dever moral e respeito como algo sagrado. Não constroem regras, demonstram interesse em participar de atividades coletivas e suas regras. Inicia-se a consciência da construção do “Eu”, das trocas intelectuais, e começa a se efetuar alcançando paralelamente a formação da personalidade consciente. E de tomar consciência dessa relatividade, da perceptiva individual e a colocar em relação com o conjunto e o outro. As regras existem, mas pode haver trocas, construção, obediência e oposição. Justiça não significa necessariamente obedecer.


Os métodos de educar um filho são por coação e cooperação de acordo com a moral, que consiste um sistema de regras. E a essência de toda a moralidade deve ser procurada pelo respeito que o indivíduo adquire por estas regras.
A educação por coação, implica na relação assimétrica onde um pólo impõe ao outro sua forma de pensar, seus critérios, comportamento e verdades.
Não é recíproco, um impõe e o outro cumpre. Espancar os filhos em nome da “educação” está de acordo com seus valores institucionais, tradição, religião e família, que oferecem um modelo a ser seguido. Não há necessidade de espancar. Deve-se cumprir seu papel de autoridade para que as regras sejam apreendidas, porem explicando suas razões de ser.
Ajudando a criança sair do seu ponto de vista pré-estabelecidos e a compreender o ponto de vista alheio, oferecendo um modelo, dizendo como se deve ser, onde errou, porque errou (...).
A noção de “bem”, nasce da possibilidade de cooperação que significa “fazer igual ao outro”. Cooperação significa coordenar o ponto de vista próprio com o ponto de vista do outro. O equilíbrio não é a padronização dos comportamentos, através do espancamento ou outras atitudes de coação com a criança, mas sim o respeito e convivência das diferenças.
Não tem como se estruturar uma personalidade senão na relação, no tecimento, no compromisso ontológico com os outros. É através das mediações, de pessoas através das quais possa constituir-se alguém e desenvolver um modo de ser, que a personalidade humana se constitui.
Não somos o que queremos ser por que obedecemos a modelos que determinam o que podemos ou não fazer. Esses modelos dizem respeito à raça, sexo, idade, concepção de moral, e o respeito pelas suas regras internalizadas através do processo de aprendizagem e formação cultural que é transformada pela ação do individuo, e todas as expectativas externas e internas.


A liberdade de não poder fazer o que se quer, envolve o conflito entre a razão e emoção. Emoção é o que rege a felicidade. Precisa de um motivo; condição interna relativamente duradoura que leve o indivíduo, o que o predispõe a persistir num comportamento orientado para um objetivo, possibilitando a transformação ou a permanecia da situação. O que determinará será a motivação direcionada do objetivo ou meta. A emoção parte do sentimento. Estados emocionais e sentimentos formam a afetividade. Emoção é a mais intensa e, menos duradoura. Sentimentos menos intenso e mais duradouro. Ex: emoção – paixão, sentimento – amor.


A cultura reprime, controla as emoções, os valores, preconceitos e a moral que precisam ser constituídos. Não é possível destitui-se a emoção da razão. Obedecer quando se está motivado. Se for obrigação ou por obrigatoriedade, não será desejo próprio, resultará em conflito.
O respeito é inspirado pelos sentimentos de amor sagrado, (...). E aos poucos os sentimentos são substituídos pelo respeito mútuo.


Quase toda religião está fundamentada numa simples psicologia: medo glorificado em nome do inferno e amor (ambicioso) glorificado em nome do céu.

A intencionalidade da razão é inversa da emoção. Quanto maior a razão, menor a emoção. Ninguém nasce com uma personalidade formada, com um Eu constituído, definido. Todos nascemos ninguém e nos tornamos alguém especifico, diferente de outras pessoas, mediante um processo social , educacional e de relações, desde o momento em que nascemos. Assim corpo e consciência se unificam na direção de um futuro, da realização de um desejo de ser, e é justamente este movimento constante e esse esforço de unificação do corpo e da consciência, mediada pela reflexão, que possibilitam o aparecimento e o desenvolvimento, da personalidade do “EU”. O bebê humano não nasce medroso, ciumento, tímido, (...). São resultados de processo de relações a partir do nascimento.




O QUE É LIBERDADE?

Sabemos o que desejamos ou estamos sempre respondendo ao que os outros querem para nós, ou de nós?

Eu diria que de modo geral, respondemos as expectativas externas. Permitindo que estas expectativas nos mantenham aprisionadas em modelos. Passamos grande parte de nossa vida fazendo e adquirindo coisas que nos mantém em prisões mentais físicas e emocionais.

A liberdade é um estado mental, que se dá pela própria ação, ser livre é uma condição humana. Nós a conquistamos quando nos dispomos conscientemente a fazer escolhas, sem vergonha; culpa, medo ou censura.

Liberdade é um sinal da consciência do próprio “eu”, quando se tem consciência do que é necessário para manter, seu bem estar mental, emocional, físico e social. E faz escolhas para atingir essa meta, estará exercitando a liberdade e o reconhecimento da verdade.

O livre-arbítrio requer atos de coragem coerentes e constantes. Precisa-se de coragem para admitir que todas as coisas são possíveis e que é capaz de lidar com elas, escolhendo o que for melhor. Quando nos dispomos a demonstrar esse grau de coragem e nos arriscar, sabendo que: não importa o que aconteça, estaremos no lugar onde deveríamos estar, estaremos sendo livres.

Liberdade é a constatação de que não é determinado, que não está pronto, mas que pode fazer de si outra coisa, diferente do que aquilo que fizeram até então, saindo do dever ser, para poder ser. A vida passará a ser uma possibilidade e não uma “tarefa”.

O ser humano com autonomia não será um ser “reprimido”, mas sim um homem livre, pois estará livremente convencido de que o respeito mútuo é bom e legítimo. Tal liberdade lhe vem de sua razão, e sua afetividade. Aderindo espontaneamente as suas regras e normas. Não haverá luta entre afetividade e moral.

A liberdade só pode ser definida tornando-se como ponto de referência o indivíduo construindo a si mesmo com a ajuda dos outros. Portanto, não tem nada a ver com a possibilidade de se fazer seja o que for, pela simples razão de que se tem vontade de fazer tal coisa. O nome para isso é capricho.

A liberdade é a possibilidade de tecer vínculos com os que estão à nossa volta. Não é, portanto, um exercício solitário. A célebre fórmula: “Sua liberdade acaba onde começa a do outro” nos induz em erro. É preciso ser, pelo menos, dois para ser livre; mais exatamente, para estabelecer, dia após dia, regras de vida em comum satisfatórias para cada um.

Portanto, a liberdade nunca é adquirida definitivamente; não é suficiente limita-se a defender tal conquista. É necessário, permanentemente, defini-la, estabelecê-la, adaptá-la às condições de um mundo em constante mudança.
Saiba mais: POR QUE TANTAS REGRAS?

14/02/2010

QUE CHEIRO TEM A SUA VIDA?



Esta pode parecer uma pergunta esquisita, mas pensando bem, é provável que ela lhe revele algumas coisas que você deixou passar. Se você fosse cheirar a sua vida, qual seria sua reação?
Enjôo? Vontade de rir? Um suspiro de alívio? Ou... Lembraria de alguém que ama?
Se você estivesse passando perto de sua vida, que cheiro sentiria?
O de um buquê de flores? Ou de baú com roupas mofadas?
A sua vida tem cheiro de bolo de chocolate assando no forno? Ou de comida estragada?

Os cheiros são muito sintomáticos. Nossos olhos, ouvidos e mãos muitas vezes não percebem coisa que nosso nariz pode detectar. O olfato também é muito útil para evocar lembranças. Se você passou bons momentos de sua infância em uma casa com fogão à lenha, ou vivenciou situações inesquecíveis, seu olfato poderá trazer-lhe a memória e evocar lembranças que podem levar você de volta á infância, ao que aconteceu na época e ao que você sentiu. Se o olfato evoca sentimentos, que na sua vida não cheira bem, você não se sentirá bem. E se você não gosta do que está sentindo, está na hora de fazer uma faxina!!

Passar o tempo imaginando o que teria acontecido se você tivesse feito uma pequena mudança ou tivesse uma decisão ligeiramente diferente na vida, é uma atitude que certamente criará infelicidade.
Pense em como pode melhorar no futuro, mas não descarte o presente pensando em como poderia ter mudado o passado.
Viva plenamente o presente.

Não adianta ficar remoendo a decepção, nem se acusando por ter chegado até onde está. Pense naquilo que precisa fazer para chegar onde quer.
Você pode ter ignorado certas coisas que ouviu, viu ou sentiu. Mas não pode ignorar um cheiro.

Dedique-se a cheirar sua vida.
Fique de olhos bem fechados para as coisas que estão podres e que precisam ser jogadas no lixo.

Para vibrar é preciso que você coloque coisas cheirosas na sua vida.



O olfato humano é pouco desenvolvido se comparado ao de outros mamíferos. O epitélio olfativo humano contém cerca de 20 milhões de células sensoriais, cada qual com seis pêlos sensoriais (um cachorro tem mais de 100 milhões de células sensoriais, cada qual com pelo menos 100 pêlos sensoriais). Os receptores olfativos são neurônios genuínos, com receptores próprios que penetram no sistema nervoso central.

Saiba mais: QUANTOS SENTIDOS TEMOS REALMENTE?

http://www.watchtower.org/t/20030308/article_01.htm

11/02/2010

A ARTE DE NÃO ADOECER


Se você não quiser adoecer - " Fale de seus sentimentos".

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças,
Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer.
Então, vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados.
O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Se não quiser adoecer - "Tome Decisão".

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia.
A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões.
A história humana é feita de decisões.
Para decidir é preciso saber renunciar,
saber perder vantagens e valores para ganhar outros.
As pessoas indecisas são vítimas de doenças de nervosas,
gástrica e problemas de pele.

Se não quiser adoecer – “Busque Soluções”.

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas.
Preferem a lamentação, a murmuração e o pessimismo.
Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão.
Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe.
Somos o que pensamos.
O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências”.

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc... Está acumulando toneladas de “peso”... Uma estátua de bronze, mas com os pés de barro.
Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas.
São pessoas com muito verniz e pouca raiz.
Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer – “Se aceite”.

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos.
Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável.
Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivo e destruidores.
Aceite-se, permita ser aceito, aceite as críticas é ter sabedoria e bom senso.

Se não quiser adoecer – “confie”.

Quem não confia não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundo, não sabe fazer amizades verdadeiras.
Sem confiança, não há relacionamento.
A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer – “Não viva sempre triste”.

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa.
A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.
“O bom humor nos salva das mãos do doutor”
Alegria é saúde e terapia.
Saiba mais: AJUDA PARA OS QUE SOFREM DE DEPRESSÃO.

29/06/2009

O PAPEL DA COOPERAÇÃO NA NATUREZA



COOPERAÇÃO ESSENCIAL PARA A VIDA


“Nenhum organismo é uma ilha — cada um se relaciona com outros organismos, direta ou indiretamente.”— Symbiosis—An Introduction to Biological Associations. (Simbiose — Introdução às Relações Biológicas).

“ECOSSISTEMA” — essa expressão é bem apropriada, pois a vida é realmente um sistema de organismos interligados e interdependentes! Os humanos são uma parte muito importante dessa rede complexa. Podemos encontrar provas disso em nosso próprio corpo. Em nosso trato digestivo há um exército de bactérias benéficas que, sem serem notadas, trabalham para nos manter saudáveis, destruindo invasores prejudiciais e ajudando na digestão e na produção de vitaminas essenciais. Em troca, você, o hospedeiro, fornece à bactéria comida e um ambiente propício.



Em seu rúmen,

a vaca hospeda um verdadeiro ecossistema de bactérias, fungos e protozoários.

Relações similares acontecem no reino animal, principalmente entre os ruminantes —animais que remastigam o alimento —, como bois, veados e ovelhas. O rúmen, a primeira parte de seu estômago com cavidades múltiplas, abriga um verdadeiro ecossistema composto de bactérias, fungos e protozoários. Por meio da fermentação, esses micróbios decompõem a celulose, um carboidrato fibroso encontrado na vegetação, e a transformam em vários nutrientes. Até mesmo alguns insetos que comem celulose, incluindo o besouro, a barata, a traça, o cupim e as vespas, utilizam bactérias no processo digestivo.

Essa íntima cooperação entre organismos diferentes é chamada de simbiose, que significa “viver juntos”.
* “Essas relações são fundamentais para o desenvolvimento de qualquer biossistema”, diz Tom Wakeford em seu livro Liaisons of Life (Cooperação para a Vida). Veja brevemente o caso do solo, de onde se originam muitos dos biossistemas da Terra.

SOLO — PRATICAMENTE UM ORGANISMO VIVO!

A Bíblia diz que o solo tem poder. (Genesis 4:12) Essa declaração faz sentido, pois o solo saudável é muito mais do que terra sem vida. É um ambiente complexo que fervilha de organismos e onde as coisas crescem. Apenas um quilo pode conter muito mais de 500 bilhões de bactérias, um bilhão de fungos e até 500 milhões de criaturas multicelulares, de insetos a vermes. Muitos desses organismos trabalham juntos decompondo material orgânico — como húmus e excremento animal — enquanto extraem nitrogênio que convertem em formas que as plantas possam absorver. Também convertem o carbono em dióxido de carbono e em outros compostos que as plantas precisam para realizar a fotossíntese.


UM ORGANISMO DUPLO


Aquelas crostas verdes ou cinzentas que vemos freqüentemente nas rochas e nos troncos de árvores, provavelmente, são líquens. Algumas fontes dizem que talvez haja até 20 mil variedades! Os líquens talvez pareçam um organismo único, mas na realidade são um conjunto de um fungo com uma alga.
Por que os dois organismos se unem?
Os fungos não conseguem produzir seu próprio alimento.
Assim, por meio de filamentos microscópicos, um fungo envolve uma alga, que usa a fotossíntese para produzir açúcares. Um pouco desses açúcares atravessa as paredes da alga e é absorvido pelo fungo. A alga, por sua vez, recebe de seu hospedeiro umidade e proteção contra a excessiva luz do Sol.
Com um toque de humor, um cientista descreveu os líquens como “fungos que descobriram a agricultura”. E eles são bons nisso porque cobrem dez vezes mais a superfície da Terra do que as florestas tropicais. Eles vivem desde a região ártica à antártica, e proliferam até no dorso de insetos!

Leguminosas, tais como alfafa, trevo, ervilha e soja, têm uma afinidade especial com as bactérias, por permitirem que elas “infectem” seu sistema de raízes. Mas em vez de prejudicar as plantas, as bactérias estimulam as raízes a produzir minúsculos nódulos onde se alojam e crescem até 40 vezes o seu tamanho, tornando-se bacteróides. Seu trabalho é “converter” nitrogênio em compostos que as leguminosas possam usar. Em troca, as bactérias recebem alimento das plantas.

Os fungos, ou bolor, também desempenham um papel importante no crescimento das plantas. De fato, quase toda árvore, arbusto e gramínea têm uma relação subterrânea e secreta com os fungos. Esses organismos também “infectam” raízes, e ali ajudam as plantas a absorver água e minerais importantes tais como ferro, fósforo, potássio e zinco. Em troca, os fungos, que não conseguem produzir seu próprio alimento por falta de clorofila, absorvem carboidratos da planta.

Uma planta que depende muito dos fungos é a orquídea.
Por não ser cultivada, a ligação começa com suas sementes, que parecem pó e precisam de ajuda para germinar. Os fungos também ajudam a planta desenvolvida por compensar seu sistema de raízes, um tanto frágil. Segundo Wakeford, o fungo “forma um amplo e dinâmico sistema de coleta de alimentos que garante a plena satisfação das necessidades nutricionais da orquídea. Em troca, [o fungo] talvez receba da planta pequenas quantidades de vitaminas e compostos de nitrogênio. No entanto, a generosidade da orquídea tem limites bem definidos. Ela mantém o fungo sob controle com fungicidas naturais, caso ele dê sinais de que vai se alastrar das raízes para o caule”.

No caso das plantas que dão flores, essas relações subterrâneas são apenas parte da história; elas também fazem outras associações mais visíveis.


PARCERIAS PARA A REPRODUÇÃO




As abelhas ajudam as plantas floríferas a se reproduzir


Quando uma abelha pousa sobre uma flor, ela entra numa parceria simbiótica com sua hospedeira. A abelha recebe néctar e pólen, ao passo que a flor pega um pouquinho do pólen de outras flores da mesma espécie. Essa associação possibilita a reprodução das plantas floríferas. Depois de polinizadas, as flores param de produzir alimento. Como os insetos sabem que a comida acabou? As flores têm várias maneiras de lhes “dizer” isso. Pode ser que elas percam o cheiro, deixem cair as pétalas ou mudem de direção ou cor — talvez perdendo a vivacidade. Talvez isso nos desaponte, mas é um ato de grande “cortesia” para com as laboriosas abelhas, que podem concentrar seus esforços nas plantas que ainda estão disponíveis para a troca de serviços.

Em anos recentes, o número de polinizadores, especialmente as abelhas, diminuiu vertiginosamente em algumas regiões. Essa é uma tendência sombria, pois quase 70% das plantas floríferas dependem de insetos polinizadores. Além disso, 30% do nosso alimento vêm de safras polinizadas por abelhas.


FORMIGAS NO JARDIM



Algumas formigas também têm uma relação simbiótica com as plantas. Em troca de ninho e alimento, esses insetos podem polinizar suas hospedeiras, espalhar suas sementes, ajudar a provê-las de nutrientes ou protegê-las contra herbívoros, quer sejam outros insetos quer sejam mamíferos. Certa espécie de formiga, que habita nos espinhos ocos da acácia, até mesmo destrói trepadeiras ameaçadoras que descobre quando faz a ronda ao redor da árvore. A acácia agradece por esse serviço de jardinagem de primeira qualidade dando porções de néctar às formigas.
Por outro lado, algumas formigas preferem a “pecuária”, e seus protegidos são os pulgões que segregam uma substância doce quando são cutucados pelas antenas delas. Com respeito aos pulgões, o livro Symbiosis (Simbiose) diz: “As formigas cuidam desses insetos como se eles fossem gado bovino, tirando leite para se alimentar e protegendo-os contra predadores.” Assim como um criador de vaca leiteira recolhe as vacas ao curral à noite, as formigas muitas vezes levam os pulgões para a segurança do formigueiro ao anoitecer e os levam de volta ao “pasto” de manhã, geralmente para folhas mais tenras e nutritivas. E não estamos falando de apenas alguns pulgões. As formigas talvez tenham “rebanhos” com milhares deles num único formigueiro!
Enquanto ainda são lagartas, algumas espécies de borboletas também recebem o cuidado das formigas. A grande borboleta azul, por exemplo, tem uma relação simbiótica com as formigas vermelhas. Na realidade, ela não consegue completar seu ciclo de vida sem a ajuda delas. Enquanto é lagarta, ela recompensa suas hospedeiras com uma secreção açucarada. Mais tarde, quando a borboleta sai da crisálida, ela deixa o formigueiro sã e salva.
VIVER PERIGOSAMENTE

Se você fosse um pássaro, nunca traria uma cobra viva para seu ninho, não é verdade? No entanto, é exatamente isso o que uma espécie de coruja faz, a Otus asio. A cobra é chamada de cobra-cega. Em vez de prejudicar os filhotes, ela come formigas, moscas e outros insetos e também suas larvas e pupas. Segundo uma reportagem da revista New Scientist, os passarinhos que crescem com uma cobra-cega no ninho “se desenvolvem mais rápido e têm mais probabilidade de sobreviver” do que os que foram criados sem a companhia desse aspirador vivo.
Uma ave da família dos burinídeos não se mistura com uma simples cobra, ela gosta de construir seu ninho perto do ninho do crocodilo-do-nilo — um réptil que caça alguns pássaros. No entanto, em vez de se tornar refeição, esse pássaro atua como sentinela. Caso seu ninho ou o ninho do crocodilo seja ameaçado, o pássaro solta gritos de aviso. Se o crocodilo estiver ausente, os gritos o farão voltar depressa.


LIMPEZA FEITA COM BICADAS E SUCÇÃO

Já viu alguma vez pássaros como as garças-boieiras ou os búfagos sobre os dorsos de antílopes, vacas, girafas ou bois, bicando sua pele? Em vez de incomodar, esses pássaros na realidade estão prestando um grande favor aos seus hospedeiros. Eles comem os piolhos, carrapatos e outros parasitas que os animais não conseguem remover sozinhos. Eles também comem tecido infectado e vermes. Os búfagos até mesmo assobiam para alertar seus hospedeiros de um possível perigo.

Por causa de seus hábitos aquáticos, o hipopótamo é limpo por “amigos” de penas e de barbatanas. Quando um hipopótamo está na água, o labeo negro, uma espécie de carpa, “aspira” algas, pele morta e parasitas — praticamente qualquer coisa que se agarre ao animal. Limpam até seus dentes e gengivas! Outras espécies de peixe também o ajudam, algumas limpando ferimentos, outras usando suas bocas alongadas para cutucar e mordiscar entre os dedos dos hipopótamos ou outras partes difíceis de alcançar.
É claro que os peixes também atraem coisas indesejáveis, tais como crustáceos e bactérias externas, fungos e piolhos, bem como tecido danificado ou doente, e precisam se livrar deles. Para isso, os peixes marinhos vão para a estação de limpeza local. Ali, neon gobis, algumas espécies de labrídeos e camarões limpadores dão uma boa limpeza geral em seus clientes. Peixes grandes chegam a ter uma equipe inteira cuidando deles!
Os clientes peixes têm várias maneiras de sinalizar que querem uma limpeza. Por exemplo, alguns adotam posturas incomuns — cabeça para baixo, cauda para cima. Ou eles podem ficar com a boca e as guelras bem abertas, como se dissessem: “Entrem. Eu não vou morder.” Os limpadores imediatamente prestam-lhes esse favor, mesmo que o cliente seja um predador temível, tal como uma moréia ou um tubarão. Enquanto estão sendo limpos, alguns peixes mudam de cor, talvez para tornar os parasitas mais visíveis.



Em aquários onde não há peixes limpadores, os peixes do mar “logo ficam infestados de parasitas e doentes”, diz o livro Parcerias Animais. “Mas assim que um peixe limpador é colocado no aquário ele começa a trabalhar para limpar os peixes do mar e, como se soubessem o que se passa, os outros peixes fazem fila para ser limpos também.”

Quanto mais aprendemos, mais ficamos maravilhados com a harmonia e a interdependência manifestas no mundo vivo que nos rodeia. Iguais a músicos numa orquestra, cada organismo desempenha seu papel, tornando a sinfonia da vida — inclusive a vida humana — tanto possível como agradável.
Certamente isso é evidência de um design inteligente e de um Projetista Supremo! — Revelação (Apocalipse) 4:11 “Digno és, Jeová, sim, nosso Deus, de receber a glória, e a honra, e o poder, porque criaste todas as coisas e porque elas existiram e foram criadas por tua vontade”.


A ÚNICA FONTE DE DESARMONIA

É realmente triste o fato de os humanos não cooperarem com o mundo natural. Ao contrário dos animais, que são basicamente governados pelo instinto, as pessoas são influenciadas por uma variedade de fatores, que vão desde o amor e outras qualidades salutares ao ódio e o egoísmo.
O homem parece ser cada vez mais dominado pelo egoísmo, muitos temem pelo futuro do nosso planeta. Mas eles não levam em conta o Criador. A realização do propósitode Deus para a terra não apenas restabelecerá o equilíbrio da natureza, mas também resultará numa harmonia sem precedentes entre todas as criaturas, inclusive entre os humanos.


VERDADEIRA PAZ E HARMONIA


Em breve Deus trará harmonia para a Terra. Ele promete um tempo em que “a terra há de encher-se do conhecimento de Jeová assim como as águas cobrem o próprio mar”. Finalmente predominará a paz duradoura.
Essa profecia não é uma ilusão. Jesus se referiu a ela duas vezes no Sermão do Monte. Primeiro ele disse: “Felizes os de temperamento brando, porque herdarão a terra.” Daí, ao ensinar seus discípulos a orar, ele disse: “Nosso Pai . . . , realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” (Mateus 5:5; 6:9,10) Quando estava prestes a morrer, Jesus resumiu o que isso significará para os humanos com uma bela palavra — “paraíso”. (Lucas 23:43) De fato, o sangue derramado de Jesus faz com que a esperança de vida eterna num paraíso terrestre seja uma certeza! — João 3:16

Publicado em Despertai! de 08 de setembro de 2005

Saiba mais: QUAL É O PROPÓSITO DE DEUS PARA COM A TERRA?

http://www.watchtower.org/t/20060515/article_01.htm




20/04/2009

DISTURBIO MENTAL



Segundo estimativas, 1 em cada 4 pessoas no mundo serão afligidas por uma doença mental em algum momento de sua vida. Considerando essa surpreendente estatística, é provável que você tenha pai ou mãe, filho, irmão ou amigo que sofra de algum distúrbio cerebral. O que fazer se alguém que você ama apresenta esse quadro?

• Reconheça os sintomas. Um distúrbio mental talvez não seja diagnosticado imediatamente. Amigos e familiares podem achar que os sintomas são provocados por mudanças hormonais, doenças físicas, fraqueza de personalidade ou circunstâncias difíceis. Mudanças significativas no sono, na alimentação ou no comportamento podem indicar algo mais sério. Procurar um especialista pode ser de ajuda para conseguir um tratamento eficaz e melhorar a qualidade de vida de quem passa por isso.


• Informe-se. Pessoas com distúrbios mentais geralmente têm pouca capacidade de entender sua própria condição. Por isso, a informação que você conseguir de fontes atuais e confiáveis poderá ajudá-lo a compreender o que a pessoa está passando. Poderá também ajudá-lo, a saber, conversar com outros abertamente e com conhecimento de causa.


• Procure um tratamento. Apesar de alguns distúrbios mentais serem de natureza persistente, com tratamento adequado os portadores dessas doenças podem ter uma vida estável e produtiva. Infelizmente, muitos definham por anos sem conseguir ajuda. Assim como um problema sério de coração requer um especialista, doenças mentais necessitam da atenção de pessoas que saibam como tratar esses distúrbios. Psiquiatras, por exemplo, podem prescrever medicamentos que, quando usados corretamente, podem ajudar a controlar o humor, aliviam a ansiedade e corrigem padrões de raciocínio distorcidos.


• Incentive o paciente a buscar ajuda. Pessoas com distúrbios mentais nem sempre se dão conta de que precisam de ajuda. Você talvez possa sugerir que o paciente procure um especialista, leia alguns artigos sobre o problema ou converse com alguém que tenha conseguido lidar com um distúrbio similar. Pode acontecer de a pessoa não ser receptiva aos seus conselhos. Mas não deixe de fazer tudo ao seu alcance para ajudar alguém que está sob seus cuidados e corre o risco de prejudicar a si mesmo e a outros.


• Evite lançar a culpa em alguém. Os cientistas ainda não conseguiram chegar a uma conclusão quanto à interação complexa de fatores genéticos, ambientais e sociais que contribuem para o funcionamento anormal do cérebro. A combinação de fatores que pode provocar um distúrbio mental inclui lesão cerebral, abuso de substâncias, ambientes estressantes, desequilíbrios bioquímicos e predisposição genética. Não adianta acusar o paciente de coisas que você acha que ele fez e que possam ter levado à doença. É melhor canalizar suas energias para dar apoio e encorajamento.


• Tenha expectativas realistas. Exigir demais do doente pode ser desanimador. Por outro lado, enfatizar demais as limitações dele pode fazê-lo sentir-se derrotado. Por isso, procure ser realista nas suas expectativas. Logicamente, não se devem tolerar atitudes erradas. Assim como acontece com outras pessoas, os que têm um distúrbio mental também podem aprender com as conseqüências de seus atos. Caso haja comportamento violento, talvez seja necessário recorrer à lei ou impor certas restrições a fim de proteger a própria pessoa e outros.


• Mantenha-se achegado. A comunicação é vital, mesmo que às vezes lhe pareça que seus comentários são mal-interpretados. As reações de alguém com distúrbio mental podem ser imprevisíveis e impróprias para aquela situação. Contudo, repreender a pessoa por suas palavras impensadas só vai acrescentar sentimento de culpa à depressão já existente. Quando tudo o que você diz parece não surtir efeito, fique quieto e escute. Respeite os sentimentos e pensamentos do doente, sem condená-lo. Esforce-se em manter a calma.


• Leve em conta as necessidades dos outros membros da família. Quando a família se vê obrigada a concentrar sua atenção em alguém que está doente, os outros membros podem acabar sendo negligenciados. Alguns irmãos negligenciados procuram chamar a atenção criando problemas. As famílias que enfrentam esse tipo de situação precisam de ajuda para lidar com isso.


• Promova a boa saúde mental. Um programa abrangente para cultivar o bem-estar mental, entre outras coisas, deve dar ênfase à alimentação, exercícios, sono e atividades sociais. Atividades simples com pequenos grupos de amigos são geralmente menos constrangedoras. Também é bom lembrar que o álcool pode agravar os sintomas e interferir na ação dos medicamentos.


• Cuide-se. O estresse resultante de se cuidar de alguém que tem um distúrbio mental pode colocar em risco seu próprio bem-estar. Portanto, é essencial prestar atenção às suas necessidades físicas, emocionais e espirituais.


Se uma pessoa amada tem um distúrbio mental, lembre-se sempre de que um ouvido atento ajuda quando necessária e uma mente aberta podem ajudá-la a sobreviver — e até a ter uma boa qualidade de vida.

Sintomas de distúrbios mentais:

(Se alguém apresentar algum dos seguintes sintomas, talvez precise consultar um médico ou um especialista em saúde mental).


# Tristeza ou irritabilidade prolongada;
# Reclusão;
# Altos e baixos emocionais;
# Raiva excessiva;
# Comportamento violento;
# Abuso de substâncias;
# Temores, preocupação e ansiedade excessiva;
# Pavor de ganhar peso;
# Mudanças significativas nos hábitos alimentares ou de sono;
# Pesadelos constantes;
# Confusão mental;
# Delírio ou alucinações;
# Fixação com a morte ou suicídio;
# Incapacidade de lidar com problemas e atividades diárias;
# Negação de problemas óbvios;
# Numerosas e inexplicáveis doenças físicas.



Saiba mais:
QUANDO ALGUÉM QUE AMAMOS TEM DISTÚRBIO MENTAL.
COMO ENCONTRAR A VERDADEIRA PAZ MENTAL.

27/03/2009

SUBJETIVIDADE



Os Psicólogos avaliam as emoções humanas examinando um ou mais componentes: o elemento objetivo e sua subjetividade, os quais se encontram em pólos de interesses variados.

O método para estudar a subjetividade deve ser, portanto, o que leva a procurar no indivíduo as “marcas da sociedade”.
Dizer que o indivíduo é mediado socialmente, não significa que ele seja afetado externamente pela sociedade, mas sim que se constitui por ela, pela sua introjeção. Isso implica que os “aspectos psicológicos” surjam na formação, e que a separação extrema entre psique e formação, trazem consigo algo de equivocado, uma vez que o objeto da primeira surge da segunda.

A Psicologia tem como finalidade entender as questões que se referem à subjetividade, compreender as finalidades, as instâncias, os meios pelos quais uma determinada cultura forma o indivíduo, e como o mesmo se percebe e opera neste meio.





Todo trabalho psicoterapêutico está calcado numa determinada visão de homem, a qual desemboca numa atitude, numa ação. Sendo que, visão de homem refere-se a uma implicação subjacente à prática. Trata-se de um modo de perceber o ser humano, que sustenta, fundamenta, nutre e direciona o trabalho de qualquer psicoterapia. Cada método está amparado numa perspectiva que define uma “noção de homem”, como ele funciona e se desenvolve, e sob a qual fundamenta sua técnica.

Na história da civilização Ocidental, a compreensão tem sido distinta e conforme a condição de vida do indivíduo, e a formação que dá-se em consonância com as necessidades da produção social, possuindo a pretensão de desenvolver no indivíduo as habilidades para se construir frente à produção, e/ou de acordo com as interpretações que são dadas para o mundo, o que lhe permite ter um posicionamento frente às questões sócio-políticas.

Por meio da mídia, a doença, um problema humano e existencial, pode ser compartilhado por todos os segmentos da sociedade. Para estes segmentos sociais, saúde-doença envolve uma complexa interação entre os aspectos físicos, psicológicos, sociais e ambientais da condição humana e “seus significados”, exprimindo uma relação que perpassa o corpo individual e social do ser humano, enquanto ser total. Portanto, saúde-doença é uma categoria que traz uma carga histórica, cultural, política e ideológica.

A crítica aos métodos qualitativos, de serem subjetivos e não poderem ser generalizados os dados por eles coletados, padecem da falta de informação, de que a subjetividade a ser estudada é da mesma ordem daquele que estuda.

Ao contrário das separações possíveis entre sujeito e objeto presente nas ciências naturais, nas ciências humanas o que é estudado faz parte do mundo do pesquisador e de sua própria constituição. Além disso, se toda subjetividade só o é pela mediação social, as universalidades dos dados qualitativas permitem a pergunta que leva à necessidade de saber o “quanto é geral o particular”. Por outro lado, a crítica aos métodos quantitativos, de que reduzem a riqueza do objeto estudado, ao instrumento, não percebe que aquela redução não é devida ao método, mas ao objeto. Se o método qualitativo permite o aprofundamento do que acontece no particular, o método quantitativo possibilita verificar a extensão desse acontecimento. Assim, a Psicologia não pode deixar de utilizar qualquer um dos dois tipos de método nos estudos sobre a subjetividade. Essa relação entre os métodos quantitativos e qualitativos talvez seja análoga ao que se pode pensar entre a ciência e a “arte”.

Entende-se que o paradigma não pode ser apenas científico, pois não pode haver dicotomia entre ciências sociais e naturais. Assim, não há por que restringir a formação do psicólogo aos métodos científicos até então utilizados, observando, é claro, que estes são imprescindíveis, devendo-se também recorrer à “arte” para poder pensar a subjetividade possível ao longo da história e na atualidade.
Sem a “arte”, que refina o espírito, não é possível alcançar aquilo que deveria ser refinado. Da mesma forma que a “arte”, a Filosofia é fundamental para se entender a subjetividade, mesmo porque essa é uma categoria filosófica. Através dela é possível pensar no projeto histórico do indivíduo, os quais é preciso superar as distinções tão familiares e óbvias, tais como natureza e cultura, o natural e o artificial, o vivo e o inanimado, o subjetivo e o objetivo, o coletivo e o individual, o “Todo” e a menor parte, entre outros.

O conhecimento não pode ser particularizado, mas deve ser total, melhor dizendo, holístico/sistêmico. Não se pode separar “Psicologia e doença”, por que o seu campo de atuação é a própria realidade contemporânea em que vivemos. O estudo da subjetividade não se reduz aos métodos a serem utilizados, pois não pode prescindir da teoria, da sociedade, uma vez que, como dito, a sociedade é a constituinte básica da subjetividade. A teoria não deve servir unicamente à elaboração dos instrumentos, mas, em qualquer caso, deve iluminar as respostas dos sujeitos pesquisados. Ela não se reduz ao empírico e nem à sociedade atual, mas pode transcender ambos.

A diferenciação do indivíduo ou, a individuação, dá-se, pela “incorporação da cultura”, pois a formação não é outra coisa que: a cultura pelo legado de sua apropriação subjetiva, ou seja, o ser humano só desenvolve a sua subjetividade, tornando-se indivíduo, na cultura e através dela; ele não existe a priori, é produto da cultura, o que não significa que os primeiros anos de vida não sejam importantes. O próprio passado, só pode ser rememorado, através dos diversos filtros apontados por Freud, e pelos símbolos e significados que são adquiridos a posteriori.

A “realidade”, contudo, só pode ser apreendida pelos conceitos desenvolvidos sobre ela, o que implica, de um lado, que a “realidade” não seja apreendida diretamente e, de outro lado, que as diversas concepções sobre a “realidade” devam ser confrontadas entre si, tendo a própria “realidade” como critério de verdade.




O paradoxo é que, assim, a própria subjetividade se torna objetiva no julgamento da realidade, o que obriga o sujeito a se perceber simultaneamente como sujeito e como objeto. Neste conflito, ao longo da história, o particular - o sujeito psíquico - teve de submeter-se ao Universal - o sujeito epistêmico, o que significa que é pedido para a realização do Universal o sacrifício do particular. Mas se o inverso ocorrer, a própria possibilidade do sujeito psíquico também se perde. Deve-se lembrar também que a relação entre o particular e o Universal é mediada socialmente.




A palavra é o fenômeno ideológico por excelência, é o modo mais puro, e sensível signo de relação social. Nenhum símbolo cultural, quando compreendido e dotado de um sentido, permanece isolado: torna-se parte da Unidade da consciência verbalmente constituída. A palavra está presente em todos os atos de compreensão e em todos os atos de interpretação, tanto direta como indireta. Assim, aspectos do que conceituamos como “histórico-cultural” e “ideológico”, podem, se tornar visíveis em uma análise da materialidade da língua, que constitui e estabiliza modos de ação e de elaboração mental, como práticas inscritas e instituídas na cultura. Isto implica dizer que quando se fala sobre a palavra, também reporta aos outros órgãos dos sentidos, por ex: o mudo fala por gestos, expressões e emissões de alguns sons.

Se de algum modo preocupa-se em compreender como a palavra vai forjando e transformando a memória, ou seja, como a memória dita psicológica, vai se constituindo e se organizando pelo discurso, pode-se também problematizar como a memória vai se inscrevendo na palavra, como as práticas vão se registrando no discurso, como aquilo que tornou objeto da fala e da emoção humana que se perdura ou se esvai.





A neuroplasticidade levanta questões sobre a responsabilidade da cultura,
do meio e da educação na constituição de indivíduos diferentes.



Saiba mais:

VOCÊ PODE ENCONTRAR A FELICIDADE VERDADEIRA.
http://www.watchtower.org/t/200604/article_01.htm


COMO ENCONTRAR A VERDADEIRA PAZ MENTAL.
http://www.watchtower.org/t/20080201/article_01.htm



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