29/06/2009

O PAPEL DA COOPERAÇÃO NA NATUREZA



COOPERAÇÃO ESSENCIAL PARA A VIDA


“Nenhum organismo é uma ilha — cada um se relaciona com outros organismos, direta ou indiretamente.”— Symbiosis—An Introduction to Biological Associations. (Simbiose — Introdução às Relações Biológicas).

“ECOSSISTEMA” — essa expressão é bem apropriada, pois a vida é realmente um sistema de organismos interligados e interdependentes! Os humanos são uma parte muito importante dessa rede complexa. Podemos encontrar provas disso em nosso próprio corpo. Em nosso trato digestivo há um exército de bactérias benéficas que, sem serem notadas, trabalham para nos manter saudáveis, destruindo invasores prejudiciais e ajudando na digestão e na produção de vitaminas essenciais. Em troca, você, o hospedeiro, fornece à bactéria comida e um ambiente propício.



Em seu rúmen,

a vaca hospeda um verdadeiro ecossistema de bactérias, fungos e protozoários.

Relações similares acontecem no reino animal, principalmente entre os ruminantes —animais que remastigam o alimento —, como bois, veados e ovelhas. O rúmen, a primeira parte de seu estômago com cavidades múltiplas, abriga um verdadeiro ecossistema composto de bactérias, fungos e protozoários. Por meio da fermentação, esses micróbios decompõem a celulose, um carboidrato fibroso encontrado na vegetação, e a transformam em vários nutrientes. Até mesmo alguns insetos que comem celulose, incluindo o besouro, a barata, a traça, o cupim e as vespas, utilizam bactérias no processo digestivo.

Essa íntima cooperação entre organismos diferentes é chamada de simbiose, que significa “viver juntos”.
* “Essas relações são fundamentais para o desenvolvimento de qualquer biossistema”, diz Tom Wakeford em seu livro Liaisons of Life (Cooperação para a Vida). Veja brevemente o caso do solo, de onde se originam muitos dos biossistemas da Terra.

SOLO — PRATICAMENTE UM ORGANISMO VIVO!

A Bíblia diz que o solo tem poder. (Genesis 4:12) Essa declaração faz sentido, pois o solo saudável é muito mais do que terra sem vida. É um ambiente complexo que fervilha de organismos e onde as coisas crescem. Apenas um quilo pode conter muito mais de 500 bilhões de bactérias, um bilhão de fungos e até 500 milhões de criaturas multicelulares, de insetos a vermes. Muitos desses organismos trabalham juntos decompondo material orgânico — como húmus e excremento animal — enquanto extraem nitrogênio que convertem em formas que as plantas possam absorver. Também convertem o carbono em dióxido de carbono e em outros compostos que as plantas precisam para realizar a fotossíntese.


UM ORGANISMO DUPLO


Aquelas crostas verdes ou cinzentas que vemos freqüentemente nas rochas e nos troncos de árvores, provavelmente, são líquens. Algumas fontes dizem que talvez haja até 20 mil variedades! Os líquens talvez pareçam um organismo único, mas na realidade são um conjunto de um fungo com uma alga.
Por que os dois organismos se unem?
Os fungos não conseguem produzir seu próprio alimento.
Assim, por meio de filamentos microscópicos, um fungo envolve uma alga, que usa a fotossíntese para produzir açúcares. Um pouco desses açúcares atravessa as paredes da alga e é absorvido pelo fungo. A alga, por sua vez, recebe de seu hospedeiro umidade e proteção contra a excessiva luz do Sol.
Com um toque de humor, um cientista descreveu os líquens como “fungos que descobriram a agricultura”. E eles são bons nisso porque cobrem dez vezes mais a superfície da Terra do que as florestas tropicais. Eles vivem desde a região ártica à antártica, e proliferam até no dorso de insetos!

Leguminosas, tais como alfafa, trevo, ervilha e soja, têm uma afinidade especial com as bactérias, por permitirem que elas “infectem” seu sistema de raízes. Mas em vez de prejudicar as plantas, as bactérias estimulam as raízes a produzir minúsculos nódulos onde se alojam e crescem até 40 vezes o seu tamanho, tornando-se bacteróides. Seu trabalho é “converter” nitrogênio em compostos que as leguminosas possam usar. Em troca, as bactérias recebem alimento das plantas.

Os fungos, ou bolor, também desempenham um papel importante no crescimento das plantas. De fato, quase toda árvore, arbusto e gramínea têm uma relação subterrânea e secreta com os fungos. Esses organismos também “infectam” raízes, e ali ajudam as plantas a absorver água e minerais importantes tais como ferro, fósforo, potássio e zinco. Em troca, os fungos, que não conseguem produzir seu próprio alimento por falta de clorofila, absorvem carboidratos da planta.

Uma planta que depende muito dos fungos é a orquídea.
Por não ser cultivada, a ligação começa com suas sementes, que parecem pó e precisam de ajuda para germinar. Os fungos também ajudam a planta desenvolvida por compensar seu sistema de raízes, um tanto frágil. Segundo Wakeford, o fungo “forma um amplo e dinâmico sistema de coleta de alimentos que garante a plena satisfação das necessidades nutricionais da orquídea. Em troca, [o fungo] talvez receba da planta pequenas quantidades de vitaminas e compostos de nitrogênio. No entanto, a generosidade da orquídea tem limites bem definidos. Ela mantém o fungo sob controle com fungicidas naturais, caso ele dê sinais de que vai se alastrar das raízes para o caule”.

No caso das plantas que dão flores, essas relações subterrâneas são apenas parte da história; elas também fazem outras associações mais visíveis.


PARCERIAS PARA A REPRODUÇÃO




As abelhas ajudam as plantas floríferas a se reproduzir


Quando uma abelha pousa sobre uma flor, ela entra numa parceria simbiótica com sua hospedeira. A abelha recebe néctar e pólen, ao passo que a flor pega um pouquinho do pólen de outras flores da mesma espécie. Essa associação possibilita a reprodução das plantas floríferas. Depois de polinizadas, as flores param de produzir alimento. Como os insetos sabem que a comida acabou? As flores têm várias maneiras de lhes “dizer” isso. Pode ser que elas percam o cheiro, deixem cair as pétalas ou mudem de direção ou cor — talvez perdendo a vivacidade. Talvez isso nos desaponte, mas é um ato de grande “cortesia” para com as laboriosas abelhas, que podem concentrar seus esforços nas plantas que ainda estão disponíveis para a troca de serviços.

Em anos recentes, o número de polinizadores, especialmente as abelhas, diminuiu vertiginosamente em algumas regiões. Essa é uma tendência sombria, pois quase 70% das plantas floríferas dependem de insetos polinizadores. Além disso, 30% do nosso alimento vêm de safras polinizadas por abelhas.


FORMIGAS NO JARDIM



Algumas formigas também têm uma relação simbiótica com as plantas. Em troca de ninho e alimento, esses insetos podem polinizar suas hospedeiras, espalhar suas sementes, ajudar a provê-las de nutrientes ou protegê-las contra herbívoros, quer sejam outros insetos quer sejam mamíferos. Certa espécie de formiga, que habita nos espinhos ocos da acácia, até mesmo destrói trepadeiras ameaçadoras que descobre quando faz a ronda ao redor da árvore. A acácia agradece por esse serviço de jardinagem de primeira qualidade dando porções de néctar às formigas.
Por outro lado, algumas formigas preferem a “pecuária”, e seus protegidos são os pulgões que segregam uma substância doce quando são cutucados pelas antenas delas. Com respeito aos pulgões, o livro Symbiosis (Simbiose) diz: “As formigas cuidam desses insetos como se eles fossem gado bovino, tirando leite para se alimentar e protegendo-os contra predadores.” Assim como um criador de vaca leiteira recolhe as vacas ao curral à noite, as formigas muitas vezes levam os pulgões para a segurança do formigueiro ao anoitecer e os levam de volta ao “pasto” de manhã, geralmente para folhas mais tenras e nutritivas. E não estamos falando de apenas alguns pulgões. As formigas talvez tenham “rebanhos” com milhares deles num único formigueiro!
Enquanto ainda são lagartas, algumas espécies de borboletas também recebem o cuidado das formigas. A grande borboleta azul, por exemplo, tem uma relação simbiótica com as formigas vermelhas. Na realidade, ela não consegue completar seu ciclo de vida sem a ajuda delas. Enquanto é lagarta, ela recompensa suas hospedeiras com uma secreção açucarada. Mais tarde, quando a borboleta sai da crisálida, ela deixa o formigueiro sã e salva.
VIVER PERIGOSAMENTE

Se você fosse um pássaro, nunca traria uma cobra viva para seu ninho, não é verdade? No entanto, é exatamente isso o que uma espécie de coruja faz, a Otus asio. A cobra é chamada de cobra-cega. Em vez de prejudicar os filhotes, ela come formigas, moscas e outros insetos e também suas larvas e pupas. Segundo uma reportagem da revista New Scientist, os passarinhos que crescem com uma cobra-cega no ninho “se desenvolvem mais rápido e têm mais probabilidade de sobreviver” do que os que foram criados sem a companhia desse aspirador vivo.
Uma ave da família dos burinídeos não se mistura com uma simples cobra, ela gosta de construir seu ninho perto do ninho do crocodilo-do-nilo — um réptil que caça alguns pássaros. No entanto, em vez de se tornar refeição, esse pássaro atua como sentinela. Caso seu ninho ou o ninho do crocodilo seja ameaçado, o pássaro solta gritos de aviso. Se o crocodilo estiver ausente, os gritos o farão voltar depressa.


LIMPEZA FEITA COM BICADAS E SUCÇÃO

Já viu alguma vez pássaros como as garças-boieiras ou os búfagos sobre os dorsos de antílopes, vacas, girafas ou bois, bicando sua pele? Em vez de incomodar, esses pássaros na realidade estão prestando um grande favor aos seus hospedeiros. Eles comem os piolhos, carrapatos e outros parasitas que os animais não conseguem remover sozinhos. Eles também comem tecido infectado e vermes. Os búfagos até mesmo assobiam para alertar seus hospedeiros de um possível perigo.

Por causa de seus hábitos aquáticos, o hipopótamo é limpo por “amigos” de penas e de barbatanas. Quando um hipopótamo está na água, o labeo negro, uma espécie de carpa, “aspira” algas, pele morta e parasitas — praticamente qualquer coisa que se agarre ao animal. Limpam até seus dentes e gengivas! Outras espécies de peixe também o ajudam, algumas limpando ferimentos, outras usando suas bocas alongadas para cutucar e mordiscar entre os dedos dos hipopótamos ou outras partes difíceis de alcançar.
É claro que os peixes também atraem coisas indesejáveis, tais como crustáceos e bactérias externas, fungos e piolhos, bem como tecido danificado ou doente, e precisam se livrar deles. Para isso, os peixes marinhos vão para a estação de limpeza local. Ali, neon gobis, algumas espécies de labrídeos e camarões limpadores dão uma boa limpeza geral em seus clientes. Peixes grandes chegam a ter uma equipe inteira cuidando deles!
Os clientes peixes têm várias maneiras de sinalizar que querem uma limpeza. Por exemplo, alguns adotam posturas incomuns — cabeça para baixo, cauda para cima. Ou eles podem ficar com a boca e as guelras bem abertas, como se dissessem: “Entrem. Eu não vou morder.” Os limpadores imediatamente prestam-lhes esse favor, mesmo que o cliente seja um predador temível, tal como uma moréia ou um tubarão. Enquanto estão sendo limpos, alguns peixes mudam de cor, talvez para tornar os parasitas mais visíveis.



Em aquários onde não há peixes limpadores, os peixes do mar “logo ficam infestados de parasitas e doentes”, diz o livro Parcerias Animais. “Mas assim que um peixe limpador é colocado no aquário ele começa a trabalhar para limpar os peixes do mar e, como se soubessem o que se passa, os outros peixes fazem fila para ser limpos também.”

Quanto mais aprendemos, mais ficamos maravilhados com a harmonia e a interdependência manifestas no mundo vivo que nos rodeia. Iguais a músicos numa orquestra, cada organismo desempenha seu papel, tornando a sinfonia da vida — inclusive a vida humana — tanto possível como agradável.
Certamente isso é evidência de um design inteligente e de um Projetista Supremo! — Revelação (Apocalipse) 4:11 “Digno és, Jeová, sim, nosso Deus, de receber a glória, e a honra, e o poder, porque criaste todas as coisas e porque elas existiram e foram criadas por tua vontade”.


A ÚNICA FONTE DE DESARMONIA

É realmente triste o fato de os humanos não cooperarem com o mundo natural. Ao contrário dos animais, que são basicamente governados pelo instinto, as pessoas são influenciadas por uma variedade de fatores, que vão desde o amor e outras qualidades salutares ao ódio e o egoísmo.
O homem parece ser cada vez mais dominado pelo egoísmo, muitos temem pelo futuro do nosso planeta. Mas eles não levam em conta o Criador. A realização do propósitode Deus para a terra não apenas restabelecerá o equilíbrio da natureza, mas também resultará numa harmonia sem precedentes entre todas as criaturas, inclusive entre os humanos.


VERDADEIRA PAZ E HARMONIA


Em breve Deus trará harmonia para a Terra. Ele promete um tempo em que “a terra há de encher-se do conhecimento de Jeová assim como as águas cobrem o próprio mar”. Finalmente predominará a paz duradoura.
Essa profecia não é uma ilusão. Jesus se referiu a ela duas vezes no Sermão do Monte. Primeiro ele disse: “Felizes os de temperamento brando, porque herdarão a terra.” Daí, ao ensinar seus discípulos a orar, ele disse: “Nosso Pai . . . , realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” (Mateus 5:5; 6:9,10) Quando estava prestes a morrer, Jesus resumiu o que isso significará para os humanos com uma bela palavra — “paraíso”. (Lucas 23:43) De fato, o sangue derramado de Jesus faz com que a esperança de vida eterna num paraíso terrestre seja uma certeza! — João 3:16

Publicado em Despertai! de 08 de setembro de 2005

Saiba mais: QUAL É O PROPÓSITO DE DEUS PARA COM A TERRA?

http://www.watchtower.org/t/20060515/article_01.htm




7 comentários:

Rô Castro disse...

Realmente é triste constatar que existe toda uma harmonia na natureza e o único ser que quebra toda ela :é o homem.
No filme matrix
há um personagem chamado Smith, faz essa triste, comparação. " vocês não são mamiferos vcs,são vírus,acabam com tudo a sua volta,e depois migram p/ outro ambiente"..
Mas é verdade,infelizmente...
Ahh !Primeiro vc me seguiu depois deu-me um unfollow , estou te seguindo gosto de aprender ...

bjs!

BLOCOESPECOMP disse...

Seu blog está limpo, bem redigido e muito interessante. Parabéns!

Paula Jácome disse...

Muito impressionante a forma como as coisas todas, são na verdade a mesma. Ciência e religião não são opostas, mas complementares e comprobatórias das teorias umas das outras. Parabéns pela iniciativa!

Anônimo disse...

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